Cá Dentro

Portugal fica abaixo da UE na adoção de IA

Portugal fica abaixo da UE na adoção de IA pelas empresas

Portugal mantém uma posição forte em termos europeus na conectividade e nos serviços públicos digitais, mas continua abaixo da média europeia na adoção de tecnologias avançadas pelas empresas, em particular na IA e na cloud. A conclusão é do relatório “State of the Digital Decade 2026”, divulgado pela Comissão Europeia na análise do mercado nacional.

Para cumprir a ambição da Década Digital, o país terá de transformar a vantagem infraestrutural em adoção empresarial efetiva, com maior foco nas PME, competências digitais e integração de IA e cloud nos modelos de negócio.

Bruxelas destaca que Portugal dispõe de boa infraestrutura e é líder europeu nos serviços públicos digitais para cidadãos e empresas. Nos serviços para cidadãos, o país atinge 99,85 pontos em 100, acima da média europeia de 94,01, e nos serviços para empresas chega a 90 pontos, acima da média da UE de 88,59.

O ponto crítico está na digitalização empresarial. A CE alerta que a transformação digital das empresas portuguesas pode ser travada pela lenta adoção de tecnologias avançadas. Nas PME, a taxa de adoção de IA é de 11,54%, abaixo da média europeia de 19,95%.


MEO negocia saída voluntária de trabalhadores

MEO negoceia saída voluntária de 1.200 trabalhadores até final do ano

A MEO pretende concluir, até ao final de 2026, a saída voluntária de 1.200 trabalhadores, no âmbito do seu programa de transformação interna, depois de ter obtido junto do Governo o estatuto de empresa em reestruturação. Este estatuto foi atribuído em janeiro e é válido até 30 de junho.

O regime permite ao operador ultrapassar as quotas legalmente previstas para cessações por mútuo acordo com acesso a subsídio de desemprego. A informação foi inicialmente avançada pelo Público e confirmada pela empresa e pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Segundo a MEO, o processo assenta em saídas por mútuo acordo, acompanhadas pelas estruturas representativas dos trabalhadores, e não numa quota de despedimentos. O pedido de estatuto advertiu para a necessidade de assegurar a sustentabilidade financeira da empresa.

A dimensão do processo surge num momento de forte transformação no setor das telecomunicações. A MEO tem vindo a afirmar a ambição de evoluir de operador tradicional para uma plataforma integrada de serviços digitais, apostando em conectividade avançada, energia, cloud, cibersegurança, inteligência artificial e soluções empresariais.


ANI e Startup Portugal lançam programa para startups

ANI e Startup Portugal lançam programa para startups de base científica

A Agência Nacional de Inovação (ANI) e a Startup Portugal lançaram o Start from Knowledge, um novo programa de apoio à criação de startups de base científica, com um orçamento global de 1,5 milhões de euros. A iniciativa pretende acelerar a passagem do conhecimento produzido nas universidades e politécnicos para o mercado.

O primeiro aviso foi publicado a 15 de junho e prevê a atribuição de vouchers não reembolsáveis de 30 mil euros por projeto, destinados a apoiar os primeiros passos de novas startups. O financiamento é assegurado pelo Fundo de Inovação, Tecnologia e Economia Circular (FITEC).

O apoio destina-se exclusivamente a micro, pequenas e médias empresas que cumpram os critérios de certificação PME e tenham a situação regularizada. As startups candidatas devem ser detidas e geridas maioritariamente por fundadores com ligação recente ao meio académico nacional.

As despesas elegíveis incluem incubação, aceleração, desenvolvimento de provas de conceito, proteção de propriedade intelectual, registo de patentes e estratégias de marketing. As candidaturas são submetidas através das plataformas oficiais da ANI e da Startup Portugal.