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A Ucrânia passa a poder acionar apoio de emergência da União Europeia para responder a grandes ciberataques, depois do Conselho da UE ter aprovado a sua inclusão na EU Cybersecurity Reserve. A decisão permite a Kiev recorrer a serviços especializados de resposta a incidentes em caso de ataques significativos ou de larga escala.
A reserva europeia é gerida pela agência da UE para a cibersegurança, a ENISA, e integra serviços prestados por fornecedores privados de confiança. O objetivo é apoiar a resposta e a recuperação perante incidentes graves, complementando as capacidades nacionais e reforçando a coordenação europeia.
A inclusão da Ucrânia surge num contexto de forte exposição a operações cibernéticas associadas à guerra e à pressão continuada sobre infraestruturas públicas, serviços essenciais, comunicações e sistemas críticos. Para Bruxelas, o apoio formalizado traduz a cooperação estreita com Kiev e alinha-se com a agenda de parceria digital estratégica.
A União Europeia está a progredir na transformação digital, mas o ritmo atual continua insuficiente para cumprir os objetivos definidos para o final da década. A conclusão é do relatório “State of the Digital Decade 2026”, divulgado pela Comissão Europeia.
Segundo Bruxelas, os Estados-membros registaram progressos na implementação da estratégia Digital Decade 2030, mas continuam a existir diferenças significativas entre países e vários indicadores permanecem abaixo das trajetórias necessárias.
Uma das principais preocupações prende-se com a escassez de competências digitais. Apesar da crescente utilização de tecnologias digitais, a percentagem de cidadãos com competências básicas permanece aquém da meta europeia de 80% até 2030.
O relatório salienta que a adoção de IA pelas empresas aumentou, mas continua longe dos níveis necessários para assegurar a competitividade da Europa face aos Estados Unidos e à China.
O FTTH Council Europe defende que a Presidência irlandesa do Conselho da UE deverá dar prioridade ao Digital Networks Act e ao Cybersecurity Act, dois dossiês regulatórios centrais para o futuro das redes digitais europeias.
A posição surge numa altura em que a Irlanda se prepara para assumir a Presidência do Conselho da UE e em que a Europa procura fechar o enquadramento regulatório para redes mais seguras, resilientes e preparadas para suportar a próxima vaga de serviços digitais.
O FTTH Council Europe acolhe favoravelmente a proposta da CE e diz que investimento e concorrência efetiva devem continuar no centro da política de acesso às redes. O setor considera essencial preservar um quadro regulatório estável e previsível.
A associação sublinha que eventuais remédios de acesso devem ser adaptados às realidades nacionais e aos diferentes contextos de mercado, em vez de seguirem uma abordagem excessivamente uniforme.
A discussão sobre o Cybersecurity Act acrescenta uma dimensão estratégica ao debate. À medida que as redes fixas se tornam infraestruturas críticas, os operadores são chamados a reforçar a segurança e a resiliência sem travar investimento nem distorcer a concorrência.